terça-feira, 24 de agosto de 2010
3 meses depois
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Pequeno resumo...
Efectivamente, nas 3 primeiras semanas não fiz nada que envolvesse esforço físico, na 4ª dei-me "alta" e inciei as minhas idas ao ginásio assim como uma saída de 1h em terreno plano com a bicicleta de estrada, para ver como é que me sentia e senti-me muito bem o que para o final da semana implicou retomar as minhas aulas de cycle. Na 5ª semana iniciei os treinos em estrada, ainda sem me aventurar muito nas subidas o que não tardou a ser alterado já que decidi ir participar nos nacionais de estrada. Foi bom poder voltar a tomar parte naquilo tudo, os treinos com a equipa, os preparativos para a prova, a tensão de quem tem expectativas entre outras coisas. Não era o meu caso, as expectativas eram nulas. Para além de ter gosto em andar ali no meio delas durante o mais tempo possível não haviam mais expectativas e assim foi até um furo me ter impedido de continuar com o pelotão e em última estância a ter uma boa desculpa para acabar à 3ª volta já que a bicicleta que me deram estava muito alta para mim, também, depois de ter passado 2 vezes pelo meu filho fiquei com vontade de ir ter com ele e dar-lhe e receber um pouco de miminho.
Na 6ª semana pensámos fazer um mini-estágio juntámos algumas das atletas da equipa e treinámos todos os dias. Com a colaboração das colegas de equipa, a ajuda preciosa da Sara (sobrinha da Celina) que ficou com o pequenote umas quantas vezes e até o director que levou o carro de forma a poder levar o bebé, foi posível aplicar-me melhor. Não correu muito bem já que no 4º dia caí, novamente um problema técnico, um furo a descer, ao fazer uma curva algo rápida acabei em deslize a roçar pelo alcatrão. Não foi uma experiência agradável, fiquei com várias queimaduras do alcatrão que neste momento, felizmente, começam a sarar.
Estes dias pemitiram-me perceber que apesar de ter parado o mínimo de tempo possível, houve um sério decréscimo na minha forma física. A resistência está em baixa, preciso fazer muitos kms só que nesta fase ter tempo disponível para isso, não tá fácil.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
As primeiras semanas.
Incrível como uma amostra de gente pode virar a nossa vida de pernas para o ar. Mas ainda bem!
Passadas as 3 semanas recomendadas pelos médicos onde me limitei a dar uns passeios a pé com o Lucas, decidi dar-me alta. Estou a recomeçar com umas idas ao ginásio para já só trabalho aeróbico na bicicleta de spinning, na eliptica ou caminhada activa na passadeira. Fiz uma primeira tentativa de sair na bicicleta de estrada e correu bem, 50 min, 22Km com uma média de 25km/h com uma cadência média de 84. Não tive dores como tal estou satisfeita. Faço intenções de ir aumentado a carga muito progressivamente e para já evitando alguns exercícios que possam interferir aqui com a minha costura.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Surpresa, surpresa. CHEGUEI :-)

Mãe e menino estão bem e em franco processo de adaptação de ambas as partes o Luquinhas, ao mundo extra uterino e à mãe ao facto de tê-lo aqui.
Está a ser maravilhoso. Ele é uma delícia de criança e tem-se portado muitíssimo bem.
Agora nos próximos tempos vou estar dedicada à minha criança, os treinos por hora não podem começar pelo menos enquanto não estiver minimamente recuperada da cesariana o que pode levar algumas semanas mas nada de grave, já tenho cá o meu tesouro e estou empenhada numa dedicação exclusiva a esta causa, pelo menos enquanto me for possível.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
32 semanas
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Enquanto fazia umas buscas relacionadas com atrelados para bicicletas específicos para transportar crianças, deparei-me com um relato que me pareceu muito interessante em BikeTrailerBlog
http://www.biketrailerblog.com/2010/02/dara-and-troy-the-epic-parents/#more-1106
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Por agora... nada de novo!
sábado, 27 de março de 2010
27 semanas
segunda-feira, 8 de março de 2010
25 semanas...
Ultrapassei a fasquia dos 60kg, mais 5 do que tinha antes, com 23% de massa gorda, comecei com 16%. O perímetro abdominal está agora nos 85cm e a barriga tem o aspecto de uma bola de rugby.
Em termos gerais sinto-me muitíssimo bem, no meu dia-a-dia ainda não me vi condicionada em nada por estar grávida. É fantástico. O corpo vai mudando, o bebé relembra-me diariamente da sua presença, mexendo-se e o tempo vai passando sendo que já estamos no último trimestre.
A actividade física tem-se mantido, um pouco atrapalhada pelas condições atmosféricas adversas mas ainda assim com alguma regularidade. Já não faço abdominais, está fora de questão. Posição decúbito ventral (barriga para baixo) também já não funciona, de resto está tudo bem.
A carga horária semanal nestas últimas 2 semanas baixou pois não fiz os treinos longos de estrada que normalmente faço ao fim de semana, a chuva quase que constante não convida a treinos longos, se bem que este fim-de-semana já consegui fazer um treino bom de 3 horas e ½ no domingo - 90 Km a um ritmo simpático, sem qualquer tipo de desconforto.
Baixei o ritmo de corrida para 10.5Km/h já que a este ritmo consigo manter a pulsação abaixo das 150 bpm. O cycle e as aulas de localizada mantêm-se como até aqui.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
22 semanas e alguns dias...
Este fim-de-semana tivemos estágio. A grande maioria das meninas esteve cá o que tornou as coisas muito interessantes. É sempre bom treinar com todas elas e ir percebendo as qualidades e particularidades de cada uma.
Sábado pela manhã juntá-mo-nos para treinar e a previsão era fazer um treino longo e duro e foi o que aconteceu, 4 horas e ½ de treino com muitas subidas pelo meio, Cerro de S. Miguel, S.Brás de Alportel, Cova da Muda, Parises, Javali, Barranco do Velho. Cada uma ao seu ritmo lá foi fazendo as subidas, umas naturalmente mais fortes que outras mas todas com grande determinação e eu não era excepção.
Procurei não ultrapassar em muito as 170 bpm ou permanecer lá durante muito tempo. Fui encontrando o meu ritmo em cada subida e senti-me sempre confortável e por vezes até com alguma vontade de me levar ao limite, ao que consegui resistir. O Polar regista um gasto de cerca de 2000 calorias com uma média de pulsação de 144bpm.
Dou por mim a cada treino a analisar as reacções do meu corpo, a tentar perceber como é que o meu bebé está a reagir aos estímulos que lhe vou dando e até agora ainda não senti que me estivesse a exceder em circunstância alguma, pelo contrário surpreendeu-me o quão bem me senti, claro que para o final já acusava algum sinal de cansaço mas aí não era a única. Penso que todas acabámos com um bom tratamento.
O treino de domingo foi "soft", saímos com sol mas pouco tempo depois caiu uma bátega de água que nos deixou encharcadas até ao osso e fez com que encurtássemos o treino face ao desconforto que sentíamos. Ainda fizemos 55Km em cerca de 2 horas com uma passagem pela Picota e subida da Tôr em direcção a Loulé.
Foi um bom fim-de-semana. Sinto que em termos de forma física tenho vindo a manter as minhas capacidades físicas e possivelmente até a incrementar algumas nomeadamente ao nível da força já que agora carrego alguns Kg extra. Nas últimas medições que fiz durante esta semana passada, verifiquei que estou com 4 Kg a mais e cerca de 20% de massa gorda. Comecei com 54Kg e 15% de massa gorda.
A verdade é que quando tudo isto começou não pensei que fosse chegar a esta fase ainda capaz de fazer o que tenho vindo a fazer até agora e sem sentir que esteja a força-me a isso. Vou continuar sem estipular quaisquer prazos à excepção da percepção de conforto ou desconforto que isso me possa causar e estou muito ciente de que à mínima sensação de desconforto irei parar ou reduzir significativamente a minha actividade física ou pelo menos procurar alternativas viáveis. Penso que essa fase inevitavelmente chegará e estou preparada para a receber e abraçar em prol desta criança que cresce dentro de mim e que me é já tão querida.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
2º Trimestre
Ao longo do 2º trimestre tenho vindo a participar nos vários estágios que a equipa tem promovido. Tem sido muito bom para mim poder estar presente nestes estágios e participar neles. O convívio com as outras atletas e o envolvimento com a modalidade permitem-me sentir-me ainda parte deste projecto e como me tenho sentido em condições de acompanhar os treinos, ainda melhor.
Para além dos estágios mantenho entre as 12 e as 15h de treino por semana e encontro-me na 22ª semana de gestação. A barriga já se faz notar mas para já ainda não sinto desconforto nem a pedalar, nem a correr. Progressivamente tenho reduzido o trabalho abdominal pois sinto a parede abdominal muito tensa e por vezes alguma pressão de dentro para fora que me leva a querer esticar a barriga para aliviá-la.
Às 19 semanas voltei a fazer uma ecografia que me assegurou relativamente ao desenvolvimento do feto. De acordo com as medições do perímetro do crânio batia certo com o tempo de gestação, o tamanho do fémur apresentava uma semana a mais. Pude ver o coração e ouvir os batimentos cardíacos - 150bpm, deu para ver a bexiga e o estômago. Segundo a médica o aspecto do líquido amniótico parecia normal pelo que posso concluir que o desenvolvimento do feto está a decorrer normalmente.
Através do médico de família tenho feito uma ecografia por trimestre, ainda não fiz a do 2º trimestre e tenho procurado intercalar as consultas na médica particular para ir fazendo um acompanhamento mais amiúde da situação.
Informei os médicos da minha actividade física ainda que me pareça que eles não fiquem com a noção concreta do que isso significa. Algumas das opiniões médicas parecem-me algo incongruentes ou motivadas por falta de informação técnico/desportiva. Aparentemente não apresentam restrições à corrida (atletismo), quando refiro a bicicleta rapidamente o semblante muda e não discordando totalmente aconselham-me a evitar argumentando que o impacto é prejudicial e eu penso imediatamente: -Então e na corrida? Não há impacto? Também me foi apresentado o perigo do descolamento da placenta devido à posição na bicicleta no entanto em vários artigos que consultei, a bicicleta estática é aconselhada até praticamente o final da gravidez, pelo que me parece que mais uma vez não bate certo, a posição na bicicleta não parece ter interferência directa com o feto, obviamente que numa situação de grande volume abdominal o pedalar, especialmente numa posição de guiador baixo e apoio avançado, se possa tornar desconfortável e como tal deva ser evitado.
Parece-me que há falta de informação da parte da classe médica e técnicos de saúde para aconselhar e encaminhar a mulher atleta durante uma gravidez e por isso a postura mais comum é aconselhar a mulher a uma redução significativa da sua actividade, independentemente de esta ser uma atleta treinada ou não. Apesar da existência de alguns estudos na área o uso de sensos comuns de chavões, o conhecimento empírico e sabedoria popular ainda têm muita força na nossa sociedade.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Dados científicos II
Encontro um outro artigo que me parece muito interessante e de particular interesse para clarificar algumas questões que desde o início deste blog têm sido por mim levantadas. Alguma curiosidade leva-me a manter estas pesquisas mas também a necessidade de encontrar respostas para as minhas questões.
Em a “Actividade Física e Desportiva na Gravidez”, artigo publicado no livro: A Grávida. TEDESCO JJ (Editor), São Paulo, ATheneu, pp. 59-81, 2000, é apresentado o impacto da actividade física sobre indicadores fisiológicos como sendo a potência aeróbia e anaeróbia, sendo que a primeira não difere na gestante durante a gravidez e 2-6 meses após o parto enquanto que a segunda pode ser incrementada pelo condicionamento físico. Relativamente à resposta dos batimentos cardíacos fetais ao exercício materno referem que exercícios progressivos que elevem a FC materna a 170 batimentos por minuto (bpm) não induz a stress fetal durante a gravidez saudável, a resposta é um aumento aproximado de 10 a 30 bpm que no caso de exercícios de alta intensidade ou mesmo extenuantes se mantém durante aproximadamente 30 minutos.
A temperatura corporal materna aumenta durante a prática desportiva levando a que a do feto aumente também pelo que poderá ser um motivo de preocupação e não deverá ser descurada esta parte.
O exercício extenuante terá efeitos directos no ganho de peso materno, no tamanho e área de superfície da placenta, peso fetal e desenvolvimento dos órgãos fetais. Apesar de escassas informações na área, referem que a prática de exercício físico extenuante durante a gravidez tem efeitos directos na redução do peso do feto no nascimento (fetos mais pequenos) e atraso do crescimento intra-uterino.
O fluxo sanguíneo uterino pode ser comprometido durante o exercício no entanto os autores referem que para chegar a hipoxia ou asfixia fetal, a diminuição desse fluxo deveria ser maior que 50%.
Neste, é referido que no caso de atletas de elite que mantiveram a sua actividade física durante a gravidez revelaram geralmente resultados favoráveis se bem que estas representem uma população restrita com grande tolerância ao esforço físico e acostumadas a intensidades de treino elevadas o que poderá ser um risco na medida em que podem desprezar sinais de sofrimento corporal continuando o exercício apesar do desconforto.
No artigo é feita referência aos benefícios psicológicos e sociais resultantes da actividade física regular na gestante o que me parece uma questão de grande interesse e que não deverá ser descurada, nomeadamente:
- Melhoria da auto-imagem;
- Melhoria da auto-estima;
- Melhoria da sensação de bem-estar;
- Diminuição da sensação de isolamento social;
- Diminuição da ansiedade e stress;
- Diminuição do risco de depressão.
O que no caso da mulher atleta que deixe subitamente a sua prática se torna mais relevante ainda na medida em que se vê impossibilitada de continuar a sua actividade desportiva regular; com tempo disponível que normalmente dedicava à sua prática; abdicando da companhia daqueles que a acompanhavam nos seus treinos, tudo isto associado à incerteza do futuro.
Neste artigo é referido ainda o recomeço da actividade física após o parto sendo que o mesmo vai depender da condição física da mulher que será tanto maior quanto menor o tempo que esteve afastada, o estado de saúde geral da mulher e das metas por ela propostas. A atleta/mãe pode retornar a actividades físicas leves já na primeira semana após o parto e ir aumentando progressivamente a sua intensidade.
A lactação não é incompatível com a actividade física moderada e ainda que se verifiquem pequenos mas significativos aumentos de lactato no leite materno o mesmo não tem relação directa com a aceitação do leite por parte do bebé, o volume e a qualidade da sua amamentação, conquanto a mãe não descure a sua hidratação e alimentação.
Uma nota importante relaciona-se com as questões do aborto espontâneo e o apresentado refere não existirem dados científicos que sugiram que qualquer nível de actividade física durante a gravidez possa induzir o aborto espontâneo assim como também não existem diferenças na incidência de aborto entre grávidas atletas e não atletas.
Para esclarecimentos mais detalhados, sugiro a consulta directa do artigo (título do artigo).